São raras e dificeis de encontrar, mas sim, elas existem e a minha D. é a prova disso. Nunca vi gente com um coração tão enorme, que no fim de tantos "arrufos" seja com quem for, ainda tem o dom de acreditar que no fundo [mas bem lá no fundo], essas pessoas ainda tenham alguma bondade dentro delas e que se magoaram não era essa a intenção. Ela não tem medo de perdoar, embora saiba que o risco de cair na mesma "esparrela" pode estar ao virar da esquina. Mas é mesmo assim, as pessoas quando são boas, são boas para sempre. Tenho para mim que a bondade não se adquir com a idade nem com a prática, é de nós, da massa de que somos feitos, corre-nos no sangue e não há nada a fazer para mudar isso. E é então, quando assisto estarrecida aos cuidados que ela presta aos outros, que acredito que pessoas boas de verdade existem.